quarta-feira, 12 de maio de 2010

Educação tipo "Fast Food"

Vivemos um momento histórico muito importante e ao mesmo tempo muito complicado. Nunca na história da humanidade tivemos tanto acesso à informação e ao conhecimento como agora. Para ficarmos apenas num exemplo, há 50 anos, para termos acesso à carne de frango, a maioria das pessoas precisava preparar a terra, plantar o milho, criar o frango para depois comer a carne. Atualmente, basta ir ao mercado.
A educação há 50 anos era mais ou menos parecida com a atual, pelo menos na parte formal. Todos os alunos deveriam ir à escola, estudar, fazer provas, passar de ano e, assim, continuava o ciclo. Ocorre que nos últimos anos, com o maior acesso à informação, a educação passou a ser confundida com escola que deve ser apenas a parte formal da educação. A sociedade, na ânsia de dar aos filhos tudo o que não teve, delegou à escola toda a educação, inclusive a parte que cabe à família, como valores, respeito e limites. Assim, formou algumas gerações que confundem viver com consumir, viver com adultos a seu dispor.
O sistema trabalha no mesmo sentido, com a seguinte visão: o aluno tem o direito de passar de ano, se não passa a culpa é da professora, da escola, do governo. Mas, com o passar do tempo, a família percebe que não deu conta, que seu filho não aprendeu o necessário para continuar os estudos, que seu filho não tem hábito de estudar, não respeita os pais, os mais velhos, ou seja, tem muita dificuldade para viver em sociedade. O governo percebe que 50% das crianças de 10 anos não estão alfabetizadas. E aí começam as fórmulas mágicas, os aligeiramentos, as provas, e o mais nobre exemplo: o ENEM, uma avaliação que deveria servir de parâmetro para avaliar a educação básica, que foi transformado em fórmula mágica para entrar na universidade pública, para certificar concluintes do ensino médio que não cursaram, para “ranquear” e comparar as escolas.
O ENEM é um bom exemplo da educação “fast”, e diz mais ou menos assim: Não importa se você estudou, se tem conhecimento. A prova é o aligeiramento que vai colocar você na faculdade. E o conhecimento? Bem, pouco importa. A prova e a maneira da formulação das questões consegue num passe de mágica separar o bom estudante do ruim.
Para resolver o problema da não alfabetização, importamos um modelo que funciona bem em Cuba, e não importa se você não aprendeu até os 14 anos a ler e escrever, basta usar o método infalível cubano que resolvemos o problema. Condizentes, as famílias, ao perceber que não deram conta da educação de seus filhos, procuram fórmulas mágicas, escolas com métodos rápidos, que ensinam e preparam para passar no vestibular ou no ENEM, pois, se entrar na universidade, está tudo resolvido.
A sociedade não percebe ou não quer perceber que o fato de entrar na universidade nada quer dizer, não entende por que 40% dos alunos abandonam a universidade. A sociedade precisa perceber e aceitar o seu papel de orientar os jovens, que muitas vezes vai contra as facilidades do sistema.
Texto de Ademar Batista Pereira, presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR), enviado ao Jornal Virtual.

SITES INTERESSANTES

LISTA DE SITES PARA O PROFESSOR
Sites que podem ser úteis. A Internet é bastante dinâmica e as homepages e seus endereços sofrem mudanças constantes. Ainda assim, consideramos que seria útil listar alguns endereços que levam a homepages interessantes para os professores.

Portais educacionais:
http://www.google.com/url?sa=D&q=http://www.clubedoprofessor.com.br/atualizado/portais/&usg=AFQjCNHJb8RKZiTp1xYjUvzrKFkRPQxrkw
http://www.clubedoprofessor.com.br/

GERAIS
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) http://www.inep.gov.br/
ABC - Enciclopédia Virtual http://www.enciclopediavirtual.com.br/
Agência de Notícias http://www.midiamix.com.br/resenha
Brasil 500 Anos http://www.brasil500.com.br/
Bússola Escolar http://www.bussolaescolar.com.br/
Projeto Educar http://www.projetoeducar.com.br/
Palavras Indígenas Brasileiras Estudo do significado de palavras brasileiras de origem indígena, como topônimos, termos da fauna, flora, folclore etc. http://salvini.ourinhos.com.br/chiaradi

Assuntos Geográficos
http://www.brasil.terravista.pt/Magoito/2962
Alado Imagens de Satélites http://www.alado.com/satellite/portugues.html
Dimensão Socioespacial do Ciberespaço http://www.google.com/url?sa=D&q=http://www.tamandare.g12.br/indexciber.htm&usg=AFQjCNGrjRGVLRCuGTbMBNR-84I7JCU4qQ American Journalism Review http://ajr.newslink.org/
Aprendiz do Futuro http://uol.com.br/aprendiz
Corpo a Corpo http://www.uol.com.br/simbolo/corpoacorpo
Época http://www.epoca.com.br/
Estação Uol de Revistas http://www.uol.com.br/revistas
Globo Rural http://www.globoruralon.com.br/
Integração - Revista da Fundação Getúlio Vargas http://integracao.fgvsp.br/
IstoÉ http://www.istoe.com.br/
IstoÉ Gente http://www.terra.com.br/istoegente

PLANETAS
Nasa (inglês) http://sse.jpl.nasa.gov/features/planets/planetsfeat.html
Planetas http://planetscapes.com/


PLANETÁRIOS
Planetário do Rio de Janeiro http://www.rio.rj.gov.br/planetario
Planetário do Espírito Santo http://www.cce.ufes.br/~oaufes/web/planetario.htm


Para Geografia e História:
http://www.google.com/url?sa=D&q=http://www.bussolaescolar.com.br&usg=AFQjCNFVH9wqk00SycE982vEmqBRp4dnzA Brasil visto do espaço http://www.google.com/url?sa=D&q=http://www.escolavesper.com.br/links_historia.htm&usg=AFQjCNEk3cgJPi-uh7_CyD9n5aY03yg0PA http://www.google.com/url?sa=D&q=http://penta.ufrgs.br/edu/telelab/space/pag01c.htm&usg=AFQjCNE2nhWxgeJuGWBlbgikhzT__nxjIg http://www.google.com/url?sa=D&q=http://www.edukbr.com.br/estudioweb/estrelas.asp%3FId_Materia%3D1&usg=AFQjCNG56srRwO5A1291lmPfWDaM1wFPxg http://www.google.com/url?sa=D&q=http://www.fbpn.org.br/site/br/home/index.htm&usg=AFQjCNFUmlTiwhOAW-nMHs7HGJB8mrEneA http://www.google.com/url?sa=D&q=http://geo.procempa.com.br/geo/index.html&usg=AFQjCNFqx0G2cVkyLFrjwRS_u7dADN_zbg http://www.google.com/url?sa=D&q=http://www.tvcultura.com.br/aloescola/historia/anosdechumbo/index.htm&usg=AFQjCNHsP5gGYBmDyqr0_jmCS66wV9OqcA http://www.google.com/url?sa=D&q=http://www.riogrande.com.br/historia/&usg=AFQjCNFhWs-FRNP6fKN8a7GUng5iqHWRZQ http://www.google.com/url?sa=D&q=http://www.wwf.org.br/amazonia/default.htm&usg=AFQjCNHnX-SC168zxs4GQWDy4eCCp3pv0Q http://www.google.com/url?sa=D&q=http://www.edukbr.com.br/portal.asp&usg=AFQjCNE-un_6x3RPTz4FLbSn-fijKqMfqw http://www.google.com/url?sa=D&q=http://www.abrapia.org.br&usg=AFQjCNGE39n6zJ4FlKqZey6TDkbf3pUxHw http://www.google.com/url?sa=D&q=http://astro.if.ufrgs.br/index.html&usg=AFQjCNG6ceSHmmyOKa1h97dEV32SjuGCPg http://www.google.com/url?sa=D&q=http://www.iis.com.br/~lgabriel/main.htm&usg=AFQjCNH_pTNv604KhHqiEHYUQ6kfbZ0_iQ http://www.google.com/url?sa=D&q=http://www.nte-jgs.rct-sc.br/links.htm&usg=AFQjCNEoNEwjHCy0eS-dqt_s9qBBngA-vQ

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

"A MÁQUINA ESTÁ A SERVIÇO DE QUEM?"

“A Máquina está a serviço de quem?”
Em primeiro lugar, faço questão enorme de ser um homem de meu tempo e não um homem exilado dele, o que vale dizer que não tenho nada contra as máquinas. De um lado, elas resultam e de outro estimulam o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, que, por sua vez, são criações humanas. O avanço da ciência e da tecnologia não é tarefa de demônios, mas sim a expressão da criatividade humana. Por isso mesmo, as recebo da melhor forma possível. Para mim, a questão que se coloca é: a serviço de quem as máquinas e a tecnologia avançada estão? Quero saber a favor de quem, ou contra quem as máquinas estão postas em uso. Então, por aí,observamos o seguinte: Não é a informática que pode responder. Uma pergunta política, que envolve uma direção ideológica, tem de ser respondida politicamente. Para mim os computadores são um negócio extraordinário. O problema é saber a serviço de quem eles entram na escola. Será que vai se continuar dizendo aos educandos que Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil? Que a revolução de 64 salvou o país? Salvou de que, contra que, contra quem? Estas coisas é que acho que são fundamentais.Fonte: http://www.paulofreire.org/Crpf/CrpfAcervo000040

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Como atribuir notas aos alunos? Como fazer para que estas notas representem o desempenho real do aluno?

Léa Depresbiteris
Não é de estranhar que a primeira pergunta sobre avaliação da aprendizagem seja relativa à atribuição de notas. Ainda hoje avaliar é confundido com medir, talvez pela própria origem histórica da avaliação.
O uso da avaliação como medida vem de longa data. Através de EBEL, tem-se o relato de KUO sobre a presença de exames, já em 2205 a.C. Nessa época, o Grande "Shun", imperador chinês, examinava seus oficiais a cada três anos, com o fim de promovê-los ou demiti-los. O regime competitivo nos exames da China antiga tinha, então, como propósito principal, prover o Estado com homens capacitados (DEPRESBITERIS, 1989).
Avançando na história, EBEL relata que no século XIX, nos Estados Unidos da América, Horace MANN criou um sistema de testagem, sendo um dos pioneiros nessa área. Uma revisão mais específica em países como França e Portugal aponta para o desenvolvimento de uma ciência chamada Docimologia, que quer dizer o estudo sistemático do exames, em particular do sistema de atribuição de notas e dos comportamentos dos examinadores e examinados (DE
LANDSHERE, 1976).
Com o passar do tempo, os estudiosos em avaliação estabeleceram diferenças entre avaliar e medir. POPHAM (1983), por exemplo, diz que o processo avaliativo inclui a medida, mas nela não se esgota. A medida diz o quanto o aluno possui de determinada habilidade; a avaliação informa sobre o valor dessa habilidade. A medida descreve os fenômenos com dados quantitativos; a avaliação descreve os fenômenos e os interpreta, utilizando-se também de dados qualitativos.
WORTHEN (1982) estabeleceu a diferença entre medida e avaliação a partir de uma representação: a competição de saltos da qual participam vários esportistas. A medida responde à pergunta: "Qual a altura que cada esportista conseguiu saltar?" - é o simples ato de determinar a altura máxima do salto de cada indivíduo. Já a avaliação responde às perguntas: "Dado um critério para a altura do salto, que rapazes conseguiram alcançar esse critério?" e "O programa adotado por determinado instrutor foi satisfatório?".
A avaliação inclui:
• definição de que medidas e critérios devem ser usados para julgar o desempenho – por
exemplo, a altura do salto mais alto conseguido com êxito, sem qualquer falha, no melhor estilo;
• determinação de que critérios abranger;
• coleta de informações relevantes através de medida ou de outros meios;
• aplicação do critério para determinar o mérito do programa.
A ênfase à atribuição de notas (medida) na avaliação tem provocado alguns desvios
significativos, dentre os quais o de lhe dar um caráter meramente comercial, contabilístico, desconsiderando seu aspecto educacional de orientação do aluno.
Conforme diz LUCKESI (1984), as notas são comumente usadas para fundamentar necessidades de classificação de alunos, dentro de um continuum de posições, onde a maior ênfase é dada à comparação de desempenhos e não aos objetivos instrucionais que se deseja atingir. O aluno é classificado como inferior, médio ou superior quanto ao seu desempenho e muitas vezes fica preso a esse estigma, não conseguindo desvelar seu potencial.
Esse caráter, puramente comercial, algumas vezes permeia a relação de pais e filhos.
GOLDBERG (1980) relata que, se as notas dos filhos são excelentes, os pais oferecem presentes que podem aliciar comportamentos, fazendo com que o aluno, em vez de estudar para aprender, estude para sair-se bem na prova.
A associação que limita o ato de avaliar ao de atribuir uma nota leva a um desvio bastante comum: reduzir a avaliação à mera atividade de elaborar e aplicar instrumentos de medida. Nessa perspectiva, há o grande perigo de se direcionar a aprendizagem apenas para o domínio de conteúdos de uma prova final, de uma unidade de ensino ou de um curso. GOLDBERG aponta, ainda, o problema de se considerar a avaliação como aplicação de uma prova final. Segundo a autora, muitos professores esquecem que é natural e espontâneo considerar, na avaliação, outros recursos, tais como trabalhos diários, observações e registros, enfim, todas as atividades que permitem inferir desempenhos. (DEPRESBITERIS, 1989.)
Assim, é importante, ao se falar em avaliação da aprendizagem, indicar suas funções, que, segundo GRONLUND (1979), são as de informar e orientar para a melhoria do processo ensino-aprendizagem. Evidentemente, há uma função administrativa formal representada pela nota; porém, a ênfase deveria ser dada ao aspecto educacional.

Referências Bibliográficas
DE LANDSHERE, G. Avaliação e exames; noções de docimologia. Coimbra, Almedina,1976.
DEPRESBITERIS, L. O desafio da avaliação da aprendizagem; dos fundamentos a uma proposta inovadora. São Paulo, EPU, 1989.
LUCKESI, C. Avaliação educacional escolar; para além do autoritarismo. Tecnologia Educacional,
Rio de Janeiro, ABT, 13(61):6-15, nov./dez., 1984.
POPHAM, W.J. Avaliação educacional. Porto Alegre, Globo, 1983.171
WORTHEN, B.R. Visão geral do mosaico formado pela avaliação e controles educacionais. In: GOLDBERG, M.A. & SOUZA, C.P., orgs. Avaliação de programas educacionais;vicissitude controvérsias e desafios. São Paulo, EPU, 1982. p.4-9.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

CHOQUE DOS CONTINENTES

ENVIADO PELO PROFESSOR MARCO ANTÔNIO (CILÉA BARRETO)

São Paulo, segunda-feira, 28 de julho de 2008

GEOLOGIA Choque dos continentes oxigenou o planeta, diz grupo
"Science"


No Arizona, duna é da época do supercontinente PangeaDA REPORTAGEM LOCAL
A culpa de a Terra ser como ela é hoje, cheia de vida, é do choque dos continentes e, também, da proliferação das cianobactérias (algas azuis).A tese, que não deixa de ser polêmica, está na edição de hoje da "Nature Geology".A Terra, em sua história, teve vários supercontinentes. Um dos mais famosos, o Pangea. Em toda essa movimentação, o choque entre as placas fez aparecer várias montanhas, como o recente Himalaia, por exemplo.A erosão das cadeias montanhosas, diz um grupo australiano, da Universidade Nacional, carregou muitos nutrientes para o mar.Na água, o alimento em abundância fez proliferar as algas azuis, organismos que produzem oxigênio.O nível do gás vital, segundo as medições, começou a subir há 2,5 bilhões de anos.Diz o estudo, que outro processo ocorreu em paralelo ao choque. A quantidade de carbono orgânico depositada no fundo no mar também subiu. Assim, caiu a formação de dióxido de carbono e o oxigênio ficou mais livre.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Água: Esgotabilidade, Responsabilidade e Sustentabilidade

Inúmeras são as previsões relativas à escassez de água, em conseqüência da desconsideração da sua esgotabilidade. A água é um dos recursos naturais fundamentais para as diferentes atividades humanas e para a vida, de uma forma geral. Apesar de muitos entenderem que o ciclo natural da água promove a sua recuperação, na prática não é o que se observa, tendo em vista os inúmeros fatores que interferem neste ciclo hidrológico. A falta de água traz como efeito a seca, que possui diversas faces dependendo da ótica da observação. A mais comum é a seca climatológica, que desencadeia o processo, seguida da seca das terras e a conseqüente seca social, com os respectivos danos e mazelas causados. A seca hidrológica representa a falta de água nos reservatórios e mananciais.
O Brasil detém 13% das reservas de água doce do Planeta, que são de apenas 3%. Esta visão de abundância, aliada à grande dimensão continental do País, favoreceu o desenvolvimento de uma consciência de inesgotabilidade, isto é, um consumo distante dos princípios de sustentabilidade1 e sem preocupação com a escassez. A elevada taxa de desperdício de água no Brasil, 70%, comprova essa despreocupação. A oferta gratuita de recursos naturais pela natureza e a crença de sua capacidade ilimitada de recuperação frente às ações exploratórias, contribuiu para essa postura descomprometida com a proteção e o equilíbrio ecológico. Cotidianamente, diversos são os exemplos de desperdício e despreocupação, como escovar os dentes com a permanência da torneira aberta; lavagem de ruas e calçadas com jatos d’água (“vassoura hidráulica”), lavagem de veículos com água tratada, o uso de válvulas sob pressão nas descargas dos vasos sanitários; o despejo das águas servidas de banho e lavagens em geral, sem a preocupação com a racionalização de consumo e/ou reuso. Por outro lado, a indústria tem percebido, cada vez mais, a indissociabilidade entre a conservação dos recursos naturais e a ecoeficiência ambiental. É preciso que esta inter-relação seja, assimilada e internalizada na prática diária de cada cidadão. Mesmo em regiões brasileiras, onde as reservas hídricas geralmente atendem as necessidades de uso, em algumas épocas do ano são relativamente comuns os períodos de escassez, em atividades produtivas, devido às condições climáticas adversas e/ou aumento de demanda em atividades produtivas, como o caso da cultura do arroz, no verão, no Sul do Brasil. Buscando equilibrar as necessidades para o abastecimento das populações e para a atividade produtiva e, ainda, minimizar as conseqüências sociais da seca, estratégias de racionalização e de racionamento são estabelecidas. Esta situação gera um nítido conflito entre os usuários e os usos da água. A solução para este tipo de conflito está na gestão deste recurso, que inicia-se pela racionalização de consumo, acrescida do estabelecimento de estratégias de reuso, tanto nas práticas agrícolas quanto nas atividades cotidianas residenciais, comerciais e industriais.
Estima-se que atualmente, no mundo, 1,7 milhão de pessoas sofrem com a escassez de água. Esta dificuldade também pode estar associada a fatores qualitativos, ocasionados, por exemplo, pela disposição inadequada de resíduos sólidos, comumente chamado lixo. O comprometimento da qualidade da água pode inviabilizar o uso ou tornar impraticável o tratamento, tanto em termos técnicos quanto financeiros. Diversas são as substâncias tóxicas geradas nas diferentes atividades humanas. Nas práticas agrícolas, por exemplo, o uso sem controle de defensivos químicos pode representar um grande perigo ao meio ambiente, aos ecossistemas e à saúde humana.
No nosso dia–a-dia também geramos toneladas de resíduos tóxicos, a partir de diversos produtos comprados livremente e descartados sem controle, como lâmpadas, pilhas, medicamentos, inseticidas, tintas, produtos de limpeza, combustíveis, equipamentos eletrônicos, dentre outros, que muitas vezes vão parar em lixões nos arredores das grandes cidades, sem a menor preocupação com os efeitos dessa poluição nos mananciais de água, solo e atmosfera.
O meio ambiente é formado, dentro de uma visão simplificada, pelo solo, água e ar. Estes meios interagem sinergicamente entre si, significando que o resíduo descartado no solo, por exemplo, mais dia menos dia irá contaminar as reservas de água e o ar. Assim como, a decomposição dos resíduos descartados nos rios, originando substâncias tóxicas, pode atingir outros locais distantes da fonte poluidora, ampliando assim os danos da contaminação para o meio ambiente.
A relação do homem com o meio ambiente, baseada no indesejável tripé do descomprometimento, inesgotabilidade e irresponsabilidade, poderá consumar as previsões mais catastróficas quanto a escassez dos recursos naturais, sobretudo da água, inviabilizando dentro de poucos anos, a vida na Terra. Portanto, é fundamental a substituição por uma visão fundamentada nos princípios da sustentabilidade, racionalização e responsabilidade, dentro da qual, somos parte integrante do meio ambiente e, responsáveis pela proteção e pela elevação da qualidade de vida no Planeta.

1 Consumo Sustentável quer dizer saber usar os recursos naturais para satisfazer as nossas necessidades, sem comprometer as necessidades e aspirações das gerações futuras.

Fonte:
Marta Regina Lopes Tocchetto – Dra. em Engenharia – UFRGS , marta@tocchetto.com Lauro Charlet Pereira – Dr. em Planejamento Ambiental – UNICAMP , lauro@cnpma.embrapa.br

quarta-feira, 1 de julho de 2009

I DINAMIZAÇÃO DE GEOGRAFIA

Quando se refere à formação continuada, são enfatizados os seguintes aspectos do profissional como a formação, a profissão, a avaliação e as competências que cabem ao profissional. O educador que está sempre em busca de uma formação contínua, bem como a evolução de suas competências, tende a ampliar o seu campo de trabalho. Segundo o estudioso Philippe Perrenoud, a formação profissional contínua se organiza em determinadas áreas prioritárias. Dentre elas estão as competências básicas que cabem ao educador. Refere - se como áreas de competências, devido cada uma delas abordar várias competências. Veja as dez grandes áreas de competências segundo Perrenoud: Competências de referência Competências mais específicas a serem trabalhadas em formação contínua (exemplos):
1. Organizar e animar situações de aprendizagem
• Conhecer, em uma determinada disciplina, os conteúdos a ensinar e sua tradução em objetivos de aprendizagem.

• Trabalhar a partir das representações dos alunos.

• Trabalhar a partir dos erros e obstáculos à aprendizagem.

• Construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas.

• Comprometer os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento.
2. Gerir a progressão das aprendizagens
• Conceber e gerir situações-problema ajustadas aos níveis e possibilidades dos alunos.

• Adquirir uma visão longitudinal dos objetivos do ensino primário.

• Estabelecer laços com teorias subjacentes às atividades de aprendizagem.

• Observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagem, segundo uma abordagem formativa.

• Estabelecer balanços periódicos de competências e tomar decisões de progressão. 3. Conceber e fazer evoluir dispositivos de diferenciação.
• Gerir a heterogeneidade dentro de uma classe.

• Ampliar a gestão da classe para um espaço mais vasto.

• Praticar o apoio integrado, trabalhar com alunos em grande dificuldade.

• Desenvolver a cooperação entre alunos e certas formas simples de ensino mútuo.

4. Implicar os alunos em sua aprendizagem e em seu trabalho.
• Suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com os conhecimentos, o sentido do trabalho escolar e desenvolver a capacidade de auto-avaliação na criança.

• Instituir e fazer funcionar um conselho de alunos (conselho de classe ou da escola) e negociar com os alunos diversos tipos de regras e contratos.

• Oferecer atividades de formação opcionais, a La carte.

• Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno.
5. Trabalhar em equipe.
• Elaborar um projeto de equipe, representações comuns.

• Animar um grupo de trabalho, conduzir reuniões.

• Formar e renovar uma equipe pedagógica.

• Confrontar e analisar juntos situações complexas, práticas e problemas profissionais.

• Administrar crises ou conflitos entre pessoas.
6. Participar da gestão da escola.
• Elaborar, negociar um projeto da escola.

• Gerir os recursos da escola.

• Coordenar, animar uma escola com todos os parceiros (bairro, associações de pais, professores de língua e cultura de origem).

• Organizar e fazer evoluir, dentro da escola, a participação dos alunos.
7. Informar e implicar os pais.
• Animar reuniões de informação e de debate.

• Conduzir entrevistas.

• Implicar os pais na valorização da construção dos conhecimentos.
8. Utilizar tecnologias novas.
• Utilizar softwares de edição de documentos.

• Explorar as potencialidades didáticas dos softwares em relação aos objetivos das áreas de ensino.

• Promover a comunicação à distância através da telemática.

• Utilizar instrumentos multimídia no ensino.
9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão
• Prevenir a violência na escola e na cidade.

• Lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais, étnicas e sociais.

• Participar da implantação de regras da vida comum envolvendo a disciplina na escola, as sanções e a apreciação de condutas.

• Analisar a relação pedagógica, a autoridade, a comunicação em classe.

• Desenvolver o sentido de responsabilidade, a solidariedade e o sentimento de justiça.
10. Gerir sua própria formação contínua.
• Saber explicitar as próprias práticas

• Estabelecer seu próprio balanço de competências e seu programa pessoal de formação contínua. • Negociar um projeto de formação comum com colegas (equipe, escola, rede).

• Envolver-se nas tarefas na escala de um tipo de ensino ou do DIP.

• Acolher e participar da formação dos colegas. Sugere-se que cada educador tenha consciência do nível de competências em que se encontra, realizando uma auto avaliação, o que irá resultar em uma grande evolução na sua função enquanto educador.